Em maio de 2010, O Decomtec (Departamento de
Competitividade e Tecnologia) da Fiesp divulgou um estudo que deu uma dimensão
dos prejuízos econômicos e sociais que a corrupção causa ao País. Segundo dados
de 2008, o custo médio anual da corrupção no Brasil gira em torno de R$ 41,5
bilhões a R$ 69,1 bilhões, o que representa de 1,38% a 2,3% do PIB (Produto
Interno Bruto).
O estudo também mostrou que, se o Brasil
estivesse entre os países menos corruptos do mundo, a renda per capita do País
entre 1990 e 2008 – que foi US$ 7.954 – subiria para US$ 9.184, aumento de 15,5%
na média do período, ou o equivalente a 1,36% ao ano.
O levantamento ainda traz simulações de
quanto a União poderia investir, em diversas áreas econômicas e sociais, caso a
corrupção fosse menos elevada.
Educação - O número de matriculados na rede
pública do ensino fundamental saltaria de 34,5 milhões para 51 milhões de
alunos. Um aumento de 47,%, que incluiria mais de 16 milhões de jovens e
crianças.
Saúde -
Nos hospitais públicos do SUS (Sistema Único de Saúde), a quantidade de leitos
para internação, que hoje é de 367.397, poderia crescer 89%, que significariam
327.012 leitos a mais para os pacientes.
Habitação - O número de moradias populares
cresceria consideravelmente. A perspectiva do PAC (Programa de Aceleração do
Crescimento) é atender 3.960.000 de famílias; sem a corrupção, outras 2.940.371
poderiam entrar nessa meta, ou seja, aumentaria 74,3%.
Saneamento - A quantidade de domicílios atendidos,
segundo a estimativa atual do PAC, é de 22.500.00. O serviço poderia crescer em
103,8%, somando mais 23.347.547 casas com esgotos. Isso diminuiria os riscos de
saúde na população e a mortalidade infantil.
Infraestrutura - Os 2.518 km de ferrovias,
conforme as metas do PAC, seriam acrescidos de 13.230 km, aumento de 525% para
escoamento de produção. Os portos também sentiriam a diferença, os 12 que o
Brasil possui poderiam saltar para 184 , um incremento de 1537%. Além disso, o
montante absorvido pela corrupção poderia ser utilizado para a construção de 277
novos aeroportos, um crescimento de 1383%.
fonte: JJ






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