Na primeira entrevista coletiva após a votação deste domingo (3), que levou a eleição presidencial para o segundo turno, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, atribuiu ao desempenho de Marina Silva (PV) e à “campanha perversa” de José Serra (PSDB) o fato de a disputa não ter sido decidida na primeira etapa.
A petista, que interrompeu reunião com governadores, senadores e deputados da base aliada eleitos ontem para conversar com os jornalistas, afirmou que ligou nesta segunda-feira (4) para Marina Silva para parabenizá-la por seus votos. Dilma evitou dizer que pedirá explicitamente o apoio da candidata verde, mas declarou interesse em seu eleitorado.
- Liguei para a Marina e a parabenizei. É um reconhecimento de uma campanha que manteve sempre o nível elevado, nunca baixando o nível como vimos no outro candidato [Serra]. [...] [Os eleitores] reconheceram a Marina como boa candidata por algum motivo, e temos que mostrar que representamos melhor o que eles querem para o Brasil do que o adversário.
A petista, que interrompeu reunião com governadores, senadores e deputados da base aliada eleitos ontem para conversar com os jornalistas, afirmou que ligou nesta segunda-feira (4) para Marina Silva para parabenizá-la por seus votos. Dilma evitou dizer que pedirá explicitamente o apoio da candidata verde, mas declarou interesse em seu eleitorado.
- Liguei para a Marina e a parabenizei. É um reconhecimento de uma campanha que manteve sempre o nível elevado, nunca baixando o nível como vimos no outro candidato [Serra]. [...] [Os eleitores] reconheceram a Marina como boa candidata por algum motivo, e temos que mostrar que representamos melhor o que eles querem para o Brasil do que o adversário.
Questionada sobre os erros e acertos, Dilma considerou que sua campanha foi ingênua ao não estar preparada de maneira adequada para os ataques de Serra.
- Foi feita uma campanha perversa com bastante inverdades sobre o que eu penso e o que eu acredito. E difícil porque quem acusava não aparecia. [...] Estávamos inocentes. Quando você esta inocente e de boa-fé, você não imagina que estejam sendo construídos no baixo mundo processos mentirosos, de falsidade. Agora iremos, quando for necessário e sistematicamente, fazer esse esclarecimento.
A petista afirmou ainda que o segundo turno possibilitará um confronto mais direto de projetos entre o que ela considera o modelo de desenvolvimento do governo Luiz Inácio Lula da Silva, que ela pode continuar, e o de Fernando Henrique Cardoso, do qual Serra seria sucessor.
- Queira meu adversário ou não, vamos discutir projetos. Os projetos que cada um defende terão de aparecer. E nunca podemos esquecer que esse país foi governado oito anos pelo PSDB. E esse projeto não pode ser escondido. E foi governado nos últimos oito anos por nós. E isso também não pode ser ocultado.
Na reunião com os políticos aliados, que ainda deve continuar noite adentro em Brasília, está sendo discutido como atrair o apoio de Marina ou, pelo menos, de seu eleitorado, e estratégias para mais um mês de campanha eleitoral.
Na mesa com Dilma, durante a entrevista, estavam os governadores eleitos Jaques Wagner (Bahia), Sérgio Cabral (Rio), Marcelo Déda (Sergipe) e Tarso Genro (Rio Grande do Sul), além dos senadores Marta e Eduardo Suplicy, do presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o candidato a vice, Michel Temer. Participaram da reunião cerca de outras duas dezenas de parlamentares e integrantes da campanha petista.





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